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Modelo canguçuense vai tentar um lugar no badalado cenário Fashion WeekPara quem mora longe da família, o verão também é época de visitar os parentes e matar a saudade acumulada ao longo do tempo em que se está fora. Alguns dos canguçuenses cujos trabalhos profissionais são acompanhados de perto pelo site, como Samir Goulart, as irmãs Camila e Vivian Tomaschewski, e Aline Thiel, retornaram ao Município para um período de descanso.
Foi o caso de Aline Thiel Buchweitz. Aos 19 Anos, a modelo fashion chegou em Canguçu no dia 24 de dezembro e retornou para Curitiba (PR) no início de fevereiro. É na capital paranaense que a jovem aguarda o chamados para trabalhos e vôos para o exterior. Em 2009, ela transitou por países como Cingapura, Hong Kong, Malásia, Indonésia, Macau, China e Tailândia.
Hoje, a canguçuense faz desfiles e trabalhos para revistas. Com menor freqüência, participa de comerciais ou estampa outdoors, mas salienta que este tipo de trabalho é mais realizado por modelos comerciais. “Faço os castings (testes), e já atuei em grandes desfiles para as marcas Valentino, Chanel, Max Mara, Diane Von Furstenberg e Versace”, conta.
“A emoção de passar um tempo fora e depois ver o sorriso da sua família, de saudade, quando você chega é muito boa, algo que não tem como explicar”, diz Aline, que na imagem acima aparece desfilando no Malaysia Fashion WeekAproveitamos a entrevista com Aline para fazer um bate-papo:
Canguçu On Line: Como foi o período de férias em Canguçu e o contato com familiares e amigos?
Aline Thiel: “Quando cheguei em Canguçu, ninguém esperava, nem mesmo meus familiares. Planejei tudo para ser surpresa, a família (principalmente minha mãe) ficou espantada, até porque meus planos não eram voltar esse ano ainda, foi uma mudança que resolvi fazer. Família é sempre família, a emoção de passar um tempo fora e depois ver o sorriso deles de saudade quando você chega é muito boa, algo que não tem como explicar. Com amigos é a mesma coisa, você chega achando que ninguém nem se lembra mais de você e, de repente, eles começam a procurar por você, querem saber como foi tudo, aproveitar esse momento, verdadeiros amigos que levo para sempre comigo”.
COL: Quais os principais planos para 2010?
AT: “Meu objetivo é viajar pela Europa, até porque acabei desistindo disso ano passado, pelos muitos problemas ocorridos com a economia. Aliás, ao contrário do que muita gente pensa, o mundo da moda também é afetado pela economia, ela move tudo, e ano passado houve uma desvalorização muito grande por causa disso, então resolvi ficar somente pela Ásia. Lá também houve problemas, mas a Ásia acabou sendo o refúgio de muitos modelos que não conseguiam se manter na Europa e New York. Recebi convites para ir para Milão, Paris, Lisboa, Grécia, Barcelona, e estou negociando ainda. Chegando lá vou enfrentar a maior concorrência de modelos do mundo, e tentar conseguir um lugar no Fashion Week, o que não é fácil, e dar o melhor de mim para que tudo dê certo”.
COL: Em 2009, uma suspeita de seqüestro levou pânico aos teus familiares de Canguçu. Como tu encaraste o fato de saber que teus pais estavam amedrontados com a ligação recebida?
AT: “Foi um susto enorme. Ligaram para minha família na madrugada, dizendo que eu tinha sido seqüestrada e colocaram uma mulher gritando ao fundo, pedindo ajuda, chorando e chamando atenção da minha mãe. Disseram que eu estava desesperada, e minha família na mesma hora entrou em pânico, sem nem ao menos conseguir reparar se era eu mesmo que estava ao telefone. Tentaram entrar em contato comigo, mas não conseguiram, e aí aumentou o desespero. Eles (os criminosos) pediam uma quantia alta em dinheiro e se minha família não fizesse o depósito, eles me matavam. Por conta da diferença do fuso horário, quando acordei fui direto checar meu e-mail, como faço todos os dias, e me deparei com um monte de e-mails de familiares querendo saber se eu estava bem e onde eu estava. Fiquei apavorada, sem nem saber o que dizer, até porque eu estava bem e tínhamos sido vítimas de um trote, liguei pra todo mundo falei que não tinha acontecido nada, e quis logo saber como eles estavam e se tinham pagado qualquer coisa. Minha mãe estava muito nervosa no telefone, não dormiu, esperava que eu aparecesse, mas ainda bem que foi só um grande susto. Foi registrada ocorrência, porque ligaram de um número a cobrar e apareceu na conta telefônica, mas até hoje nada se descobriu sobre o trote”.
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