24 de julho de 2009

Casal entra em pânico ao receber ligação que anunciava seqüestro da filha, que hoje mora na Malásia

Um trote telefônico trouxe pânico a uma família do bairro Prado na noite do último domingo, dia 19. Por volta das 23h, o telefone tocou, e do outro lado da linha uma voz feminina gritava em desespero: “Pai, me ajuda. Vão me matar”. Em seguida, um homem assumiu a conversa e exigiu R$ 20 mil pelo resgate da jovem, além de ordenar que fossem desligados os aparelhos celulares da casa e que não houvesse nenhum tipo de reação por parte da família.

Uma coincidência levou o casal ao desespero: a filha atualmente trabalha como modelo na Malásia, onde o fuso horário é de 11 horas a mais em relação ao Brasil. Angustiada, a mãe pediu para falar imediatamente com a filha, e participou de um diálogo breve:

- É tu, Silvia (nome fictício)?

- É!
- Mãe, me ajuda, senão vão me matar. A senhora precisa me ajudar!

Foi nessa parte da conversa que a mãe desconfiou, já que nunca era chamada de “senhora” pela própria filha. Ainda sem saber direito o que fazer, procurou o vizinho para que ele tentasse entrar em contato com a filha, que estava na Malásia, através da internet. Porém, a tentativa foi frustrada.

Diante disso, a mãe ligou para o filho que mora em Curitiba (PR), e fez o mesmo pedido. Para aumentar o sofrimento, as horas passaram e o irmão só conseguiu entrar em contato com a modelo às 9h do dia seguinte, via internet. O alívio foi geral na família, que decidiu entrar em contato com o site para alertar as pessoas para se prevenir de situações desesperadoras como esta.

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