Trecho aparentemente sem maiores riscos registrou três graves acidentes em pouco mais de dois meses
Um apelido indesejável pode colar definitivamente na BR-392 neste ano.
O número de acidentes dos últimos três meses da rodovia BR-392, uma das mais importantes para o sul do Estado, impressiona e serve de alerta para quem a usa regularmente: foram pelo menos 18 mortos em colisões desde maio.
Um elemento une as três colisões mais graves, que mataram, respectivamente, quatro, cinco e, no último domingo (14), sete pessoas. Todos ocorreram à noite. O primeiro acidente dessa série de desastres, e que chocou o Estado, matou quatro integrantes da mesma família no dia 9 de maio, data em comemoração às mães. Todos estavam em uma Belina e viajavam até Santana da Boa Vista para celebrar o Dia das Mães.
Foto: Divulgação
Luis Carlos Ferreira da Silva, 39 anos; o irmão dele, João Carlos Ferreira da Silva, 38; a mãe dos dois, Ana Inacia Ferreira da Silva, 62; e a neta da mulher, Luana da Silva Oliveira, de oito, morreram em um Dia das Mães
Mais de dois meses depois, outro grave acidente abalou a região. Na noite de 27 de julho, houve uma colisão frontal entre um Uno, com placas de Curitiba, e um Gol, com placas de Canguçu, que deixou três mortos no local. O acidente aconteceu no km 120 da rodovia. Outras duas pessoas morreram no dia seguinte, elevando para cinco o total de vítimas.
Foto: Diego Vilela
Quatro dos cinco ocupantes do Fiat Uno com placas de Curitiba morreram no km 120 da BR-392, no final de julho
Mas a BR-392 ficou conhecida em todo o país no início de 2009. No dia 15 de janeiro, o ônibus que transportava a delegação do Brasil-Pe virou em uma alça de acesso da rodovia. No acidente, morreu o atacante e ídolo do clube, o uruguaio Cláudio Milar, além do zagueiro Regis Alves, de 29 anos. Também morreu o preparador de goleiros Giovani Guimarães.
Foto: Diego Vilela
Viaduto que liga a RSC-471 à BR-392 ficou conhecido nacionalmente após a tragédia que vitimou ídolos da Torcida Xavante



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