Delegacia de Polícia conta com seis funcionários atualmente, quando o ideal seria pelo menos 26
A falta de policiais civis em Canguçu está prejudicando as investigações. Até mesmo crimes não estão sendo solucionados, e o Ministério Público inclusive já pediu urgência na nomeação de novos profissionais para atuarem no município.
A aparente tranqüilidade das ruas esconde as deficiências dos órgãos de segurança pública em Canguçu. Segundo a Polícia Civil, atualmente a delegacia conta com seis funcionários, quando o ideal seria pelo menos 26. Conforme o delegado Gilmar da Silva, a maior parte da população do município de 56 mil habitantes mora na zona rural e muitos dos crimes são registrados no interior, e devido a grande extensão territorial o trabalho da polícia acaba sendo ineficiente, já que existe apenas um investigador.
“Realmente nós não temos mais condições de dar conta do recado se não nos mandarem gente pra nós podermos trabalhar. Simplesmente, isso. Nós não temos mais condições de atender a demanda diária”, desabafa.
A Brigada Militar que tem encaminhado ao judiciário e ao Ministério Público a maioria dos procedimentos policiais. Segundo a promotora de Justiça Camile de Matos, a demora na conclusão dos inquéritos tem uma conseqüência grave. “A principal conseqüência é a impunidade, os crimes não conseguem ser investigados, não chegam até o Ministério Público, e com isso nós não conseguimos reprimir o crime. Por exemplo, em Canguçu, desde outubro do ano passado nós não temos uma investigação policial concluída em relação aos delitos de tráfico, por exemplo, que é um delito muito grave”, explica
O Ministério Público enviou oficio à Delegacia Regional informando a urgência de novos policiais, mas os profissionais que passaram no último concurso só devem assumir os postos de trabalho após a conclusão da academia de polícia, prevista para outubro.
Presídio superlotado
Outro problema apontado pelo MP é a situação do Presídio Estadual de Canguçu. A unidade deveria comportar 66 presos, mas está com 91. A verba destinada pela Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE) é insuficiente para a manutenção, e a reforma no prédio só esta sendo realizada por causa das doações do conselho comunitário.
*As informações são do programa Jornal do Almoço, da RBS TV
A falta de policiais civis em Canguçu está prejudicando as investigações. Até mesmo crimes não estão sendo solucionados, e o Ministério Público inclusive já pediu urgência na nomeação de novos profissionais para atuarem no município.
A aparente tranqüilidade das ruas esconde as deficiências dos órgãos de segurança pública em Canguçu. Segundo a Polícia Civil, atualmente a delegacia conta com seis funcionários, quando o ideal seria pelo menos 26. Conforme o delegado Gilmar da Silva, a maior parte da população do município de 56 mil habitantes mora na zona rural e muitos dos crimes são registrados no interior, e devido a grande extensão territorial o trabalho da polícia acaba sendo ineficiente, já que existe apenas um investigador.
“Realmente nós não temos mais condições de dar conta do recado se não nos mandarem gente pra nós podermos trabalhar. Simplesmente, isso. Nós não temos mais condições de atender a demanda diária”, desabafa.
A Brigada Militar que tem encaminhado ao judiciário e ao Ministério Público a maioria dos procedimentos policiais. Segundo a promotora de Justiça Camile de Matos, a demora na conclusão dos inquéritos tem uma conseqüência grave. “A principal conseqüência é a impunidade, os crimes não conseguem ser investigados, não chegam até o Ministério Público, e com isso nós não conseguimos reprimir o crime. Por exemplo, em Canguçu, desde outubro do ano passado nós não temos uma investigação policial concluída em relação aos delitos de tráfico, por exemplo, que é um delito muito grave”, explica
O Ministério Público enviou oficio à Delegacia Regional informando a urgência de novos policiais, mas os profissionais que passaram no último concurso só devem assumir os postos de trabalho após a conclusão da academia de polícia, prevista para outubro.
Presídio superlotado
Outro problema apontado pelo MP é a situação do Presídio Estadual de Canguçu. A unidade deveria comportar 66 presos, mas está com 91. A verba destinada pela Superintendência de Serviços Penitenciários (SUSEPE) é insuficiente para a manutenção, e a reforma no prédio só esta sendo realizada por causa das doações do conselho comunitário.
*As informações são do programa Jornal do Almoço, da RBS TV
2 comentários:
Isto é muito grave mesmo, porque se chegou ao ponto da Polícia Civil demonstrar tamanha falta de vontade em realizar seu trabalho, em questões menores, que as pessoas entram lá como vítimas e saem com a sensação de que fizeram algo errado indo lá.
Deveríamos mobilizar a sociedade, que nem fazemos quando há um jogo de futebol, uma final de campeonato, um jogo da copa. Vamos acordar para reivindicar nossos direitos, porque a mobilização do futebol é muito boa, principalmente para os jogadores milionários. Para quem é diariamente assolado pela violência, medidas sociais e um mínimo de inserção do estado, enquanto investigação e punição das condutas criminosas é muito mais importante.
Mas não somente para punir pobre, preto e prostituta.
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