Fanático convenceu seus familiares, inclusive seu pai, a ajudar a assassinar sua mãe e um irmão por estarem “possuídos pelo demônio”
O 16 de julho não foi uma data a ser comemorada, mas para aqueles que têm em média 40 anos é impossível não recordar os episódios em torno de um crime horrendo que chocou toda comunidade e foi notícia na imprensa nacional no ano de 1980, fazendo com que por muito tempo a cidade de Piratini fosse lembrada por ser a do filho que matou e comeu o coração da própria mãe.
O consumo do órgão nada mais é que uma lenda que a história macabra ajudou a criar, mas o relatório de quatro páginas apresentado pelo Comissário de Polícia Clóvis Brasil, na época titular da Delegacia de Polícia de Piratini à justiça para pedir a prisão das sete pessoas envolvidas nas duas mortes, é de dar inveja aos os roteiros que originam filmes do gênero em Hollywood.
Fortunato de Deus da Silva Afonso, o “Deusinho”, se intitulava perante aos seus familiares como “Jesus Cristo” e após sair junto com sua irmã Lizete, impedido pelo Pastor Valdemar Garcia de freqüentar a Igreja Evangélica Pentecostal, no distrito do Barrocão, por apresentar conduta inadequada durante os cultos. Passou a liderar e ministrar a palavra da Bíblia de maneira fanática e doentia (conforme relatório) para os seus parentes mais próximos e num misto de crendice e morbidez decidiu eliminar a própria mãe, Maria Avani Afonso, 54 anos, e seu irmão, Cesário da Silva Afonso, 33, por estarem “possuídos pela Besta”, ou seja, tomados pelo demônio.
“Deusinho”, que foi classificado pelo Comissário Brasil como um verdadeiro psicopata, frio e sem escrúpulos, além do pai Francisco Afonso, 64 anos, tiveram a ajuda de irmãos, um cunhado e uma concunhada, que num ritual macabro o ajudaram a dominar a mãe que teve a barriga e o tórax aberto por uma afiada faca para que a “Besta” fosse retirada de dentro dela. A justificativa lunática usada por ele em virtude dela ter se medicado, o que era proibido segundo a sua concepção de religião.
Tudo isso foi feito na presença de quatro crianças de 1 a 8 anos e uma delas foi encontrada no dia seguinte, quase 24 horas depois do crime, ao lado do corpo do irmão de Deusinho, já em estado de putrefação. Também morto pelo mesmo motivo, conforme laudo da necropsia, foi pisoteado até a morte. O segundo assassinato ocorreu somente após o corpo da idosa ter sido enterrado com a ajuda de vários dos responsáveis pelo crime em um banhado nas proximidades.
Após isso, os relatos contidos no relatório da época contam que o descontrole tomou conta do fanático religioso e assim que os crimes foram concluídos, Deusinho tomou posse de um porrete passando a espancar seus familiares e ajudantes provocando fraturas em duas das mulheres. Um vizinho que prestou depoimento comprovou o desequilíbrio e o fanatismo da família, pois na época relatou que após uma determinada reunião presenciou a mulher de Deusinho perambulando pelo campo à procura de “Jesus”.
O funcionário público Flávio Pinheiro, hoje com 49 anos, lembra-se muito bem da barbárie, pois trabalhou nos procedimentos. Na época, já se encontrava cedido pela Prefeitura à Delegacia de Piratini para realização de serviços burocráticos. ”A cidade ficou em choque. Eu vi o Deusinho já quando estava preso aqui na DP e o comportamento dele não era normal, ele era totalmente transtornado”, recorda. “Uma multidão de curiosos ficou em frente ao necrotério e posteriormente ao cemitério para acompanhar os atos. Foi brutal! Eu vi o corpo do irmão de Deusinho, estava todo quebrado e com o tórax afundado”, relata Flávio.
As fraturas foram confirmadas também pela autópsia que atestou que a mãe tinha ruptura de vísceras, hemorragia interna e fratura de costelas, além das quebraduras no irmão provocadas por pisoteamento, em um ritual de exorcismo.
Foto e informações: Nael Rosa - Jornal A 1ª Folha
O 16 de julho não foi uma data a ser comemorada, mas para aqueles que têm em média 40 anos é impossível não recordar os episódios em torno de um crime horrendo que chocou toda comunidade e foi notícia na imprensa nacional no ano de 1980, fazendo com que por muito tempo a cidade de Piratini fosse lembrada por ser a do filho que matou e comeu o coração da própria mãe.
O consumo do órgão nada mais é que uma lenda que a história macabra ajudou a criar, mas o relatório de quatro páginas apresentado pelo Comissário de Polícia Clóvis Brasil, na época titular da Delegacia de Polícia de Piratini à justiça para pedir a prisão das sete pessoas envolvidas nas duas mortes, é de dar inveja aos os roteiros que originam filmes do gênero em Hollywood.
Fortunato de Deus da Silva Afonso, o “Deusinho”, se intitulava perante aos seus familiares como “Jesus Cristo” e após sair junto com sua irmã Lizete, impedido pelo Pastor Valdemar Garcia de freqüentar a Igreja Evangélica Pentecostal, no distrito do Barrocão, por apresentar conduta inadequada durante os cultos. Passou a liderar e ministrar a palavra da Bíblia de maneira fanática e doentia (conforme relatório) para os seus parentes mais próximos e num misto de crendice e morbidez decidiu eliminar a própria mãe, Maria Avani Afonso, 54 anos, e seu irmão, Cesário da Silva Afonso, 33, por estarem “possuídos pela Besta”, ou seja, tomados pelo demônio.
“Deusinho”, que foi classificado pelo Comissário Brasil como um verdadeiro psicopata, frio e sem escrúpulos, além do pai Francisco Afonso, 64 anos, tiveram a ajuda de irmãos, um cunhado e uma concunhada, que num ritual macabro o ajudaram a dominar a mãe que teve a barriga e o tórax aberto por uma afiada faca para que a “Besta” fosse retirada de dentro dela. A justificativa lunática usada por ele em virtude dela ter se medicado, o que era proibido segundo a sua concepção de religião.
Tudo isso foi feito na presença de quatro crianças de 1 a 8 anos e uma delas foi encontrada no dia seguinte, quase 24 horas depois do crime, ao lado do corpo do irmão de Deusinho, já em estado de putrefação. Também morto pelo mesmo motivo, conforme laudo da necropsia, foi pisoteado até a morte. O segundo assassinato ocorreu somente após o corpo da idosa ter sido enterrado com a ajuda de vários dos responsáveis pelo crime em um banhado nas proximidades.
Após isso, os relatos contidos no relatório da época contam que o descontrole tomou conta do fanático religioso e assim que os crimes foram concluídos, Deusinho tomou posse de um porrete passando a espancar seus familiares e ajudantes provocando fraturas em duas das mulheres. Um vizinho que prestou depoimento comprovou o desequilíbrio e o fanatismo da família, pois na época relatou que após uma determinada reunião presenciou a mulher de Deusinho perambulando pelo campo à procura de “Jesus”.
O funcionário público Flávio Pinheiro, hoje com 49 anos, lembra-se muito bem da barbárie, pois trabalhou nos procedimentos. Na época, já se encontrava cedido pela Prefeitura à Delegacia de Piratini para realização de serviços burocráticos. ”A cidade ficou em choque. Eu vi o Deusinho já quando estava preso aqui na DP e o comportamento dele não era normal, ele era totalmente transtornado”, recorda. “Uma multidão de curiosos ficou em frente ao necrotério e posteriormente ao cemitério para acompanhar os atos. Foi brutal! Eu vi o corpo do irmão de Deusinho, estava todo quebrado e com o tórax afundado”, relata Flávio.
As fraturas foram confirmadas também pela autópsia que atestou que a mãe tinha ruptura de vísceras, hemorragia interna e fratura de costelas, além das quebraduras no irmão provocadas por pisoteamento, em um ritual de exorcismo.
Foto e informações: Nael Rosa - Jornal A 1ª Folha
4 comentários:
Foto?
de que foto estao falando? e fortunato de deus da silva afonso (O DEUSINHO) que fim levou,ainda sera vivo???
Pode ser q ele esteja bem vivo e passando trabalho na cadeia, tudo é motivo de barbarie, nossa que horror!!
isso eh um horror, tenho parentes em piratini e me lembro dos comentarios ainda quando era garoto, k barbarie...
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