8 de julho de 2010

Alerta à população de Canguçu sobre o consumo de água contaminada

Farmacêutica bioquímica Elisa Bettin usa reportagem veiculada em Zero Hora para esclarecer o assunto aos leitores

Elisa Bettin, coordenadora do Laboratório de Análise de Águas e Efluentes, que funciona em conjunto com o Laboratório Grace Bettin, faz um alerta a quem utiliza água de poço no município de Canguçu. A população precisa estar consciente de que só deve consumir água potável e limpa, livre de bactérias. A orientação parece ser redundante, mas uma reportagem veiculada pelo jornal Zero Hora em junho chamou atenção da profissional.

“Bactérias causam infecções em crianças, idosos e em pessoas debilitadas, as principais vítimas de diarréia. Para isso não acontecer, tem que se tratar adequadamente cada poço artesiano, dependendo do seu tamanho e da sua localização”, explica a profissional

O Laboratório de Análises Clínicas Grace Bettin presta o serviço de análise de água e efluentes, que atende indústrias, restaurantes, abatedouros e residências (com análise de cacimbas). O serviço ainda é uma novidade na Zona Sul. O contato pode ser feito através do telefone (53) 3252-1803 ou diretamente na Rua General Osório, 1.120. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.

Contaminação na zona rural de Jaguari serve de exemplo
O jornal Zero Hora divulgou no final de junho que a água utilizada pela população rural de Jaguari, analisada pelo laboratório regional da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRE), em Santa Maria, teve resultado alarmante.

Durante meses, a equipe técnica da Vigilância Sanitária coletou amostras na zona rural do município e, em 90% das localidades, a água utilizada para consumo humano foi considerada imprópria.

Para solucionar o problema, prefeitura e vigilância sanitária firmaram parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Chefe do departamento da Saúde da Comunidade da, Júlio Medeiros desenvolveu um sistema de clorador artesanal feito com tubos de PVC.

O projeto de Medeiros consiste em um sistema instalado no cano que leva a água do poço até o reservatório de água. Dentro dos tubos ficam quatro ou cinco pastilhas de cloro. Assim, a água fica protegida contra a contaminação até sua utilização nas residências.

Cada clorímetro custa R$ 110, de acordo com o farmacêutico Leonardo Viero, coordenador da Vigilância Sanitária de Jaguari. Até o final do ano, todas as localidades que necessitarem receberão um clorímetro da prefeitura.

Em Caixa D’Água, primeiro vilarejo a ser equipado com o sistema, um posto artesiano com reservatório de 5 mil litros, agora com cloro, abastece 15 famílias. Uma delas é da dona de casa Maria Bacin de Lima, 66 anos, que aprovou a novidade:

- Antes a água era salobra, ninguém gosta disso. Agora não tem gosto de nada, como tem de ser.

Maior risco é para crianças e pessoas já debilitadas
Há uma série de doenças que podem ser contraídas através da água contaminada, entre elas a febre tifóide – que pode levar á morte. Para reduzir os maléficos à saúde, é preciso garantir que a população tenha acesso à água potável.

- um adulto que bebe essa água pode não sofrer nada. Mas se for uma criança ou uma pessoa com baixa resistência do organismo pode ter quadros de infecção intestinal ou desidratação – explica Viero.

5 comentários:

Anônimo disse...

A população de Canguçu faz tempo que esta tomando agua contaminada com veneno de fumo, e só agora foram se preocupar com bactérias,antes tarde do que nunca.

ariel disse...

será que está contaminada só com o veneno do fumo?
para o anonimo ignorante das 11:07, no trajeto que percorre a agua de canguçu, tu achas que não tem: batata , tomate e outros que vão mais veneno do que o fumo.
se tu soubesse a quantidade de agrotóxicos que vai no tomate, batata,banana, uva, diria que a água de canguçu é puríssima! rsrsrs

Anônimo disse...

Vejo que o ariel defende aqueles que plantam fumo. Estes pobres coitados plantam para poder comer e beber. E morrem por causa disto. Ariel, deixa de ser ignorante.

Anônimo disse...

O aviso é importantíssimo, porém o preço de uma análise de água é um absurdo, mais de R$ 40,00, só para saber se tem coliformes fecais e se a análise for completa vai para quase R$ 100,00.
Aí fica difícil!!!!!!!!

ariel disse...

ao anonimo das 22:52, me diz quantos agricultores morreram nos ultimos cinco anos por intoxicação de venenos de fumo? (espero tua resposta!) , e compara com quantas pessoas morreram por acidentes de trânsito, quantas crianças morrem por desidrataçâo; Porem cito o caso de quantas crianças morrem no nordeste por causa da agua contaminada que tomam( que eu saiba no nordeste não tem plantação de fumo) seu anonimo.
porém tambem cito que não plantam fumo para poder comer e beber, essa cidadezinha so se desenvolve por causa da plantação de fumo! te informa de qual a renda que a fumicultura gera para canguçu.
ainda bem é que eu que sou o ignorante, pois sabedoria igual a tua eu não queria ter.
desculpa se te constrangi!!