1 de junho de 2010

Piratini sem sinal de TV aberta: Secretária de Administração revela que equipamentos “não têm mais condição de uso”

A comunidade de Piratini cobra explicações e uma ação imediata do Poder Executivo para que seja resolvido em definitivo um problema que se tornou crônico: a falta de qualidade e a queda de canais de televisão aberta que levam diariamente entretenimento à população.

O canal SBT, um dos principais alvos das reclamações, há cerca de um ano “sumiu” da sintonia dos televisores da cidade. Já a Rede Bandeirantes raramente é sintonizada e, quando isso acontece, a qualidade de imagem é péssima. A Rede TV, bastante assistida principalmente à noite, perdeu sintonia juntamente com a programação regional da Record. Esta última, somente oferece atrações nacionais com a programação gerada direto do Rio de Janeiro e São Paulo.

Em busca de esclarecimentos sobre o problema de geração de sinal, nossa a reportagem do Jornal A 1ª Folha procurou a secretária de Administração, Letícia Moraes, que concedeu entrevista juntamente com o técnico José Carlos Carvalho. Zezé, como é conhecido, há dois meses responde pela manutenção dos equipamentos de transmissão de responsabilidade da Prefeitura, localizados junto à torre no Cerro do Galdino, na saída da cidade.

A titular da pasta revelou que quase a totalidade dos transmissores responsáveis pela distribuição e qualidade do sinal não tem mais condições de uso, desgaste causado pelo tempo e a incidência de raios e quedas de energia. Com relação à ausência do canal SBT, a mais antiga, Letícia seguiu na mesma linha e afirmou que o transmissor deste canal não possuía mais qualquer condição de uso. Para isso, a Prefeitura investiu quase R$ 8 mil na aquisição de um novo equipamento, comprado de uma empresa de Minas Gerais, o qual deve ser entregue nos próximos 30 dias.

Um pouco menos grave é o caso da Rede Bandeirantes, já que o transmissor precisará de um concerto no modulador de TV, peça responsável pela entrada do sinal. Dessa forma, a emissora permanecerá fora do ar em todas as residências por tempo indeterminado, até que sejam encontradas peças para reposição.
Além de problemas técnicos, a burocracia surge como adversária. “Vamos precisar comprar, no mínimo, mais dois novos transmissores. É importante as pessoas saberem que ainda haverá os entraves burocráticos junto à ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) para que, mesmo após adquiridos, sejamos autorizados a fazer uso deles”, esclareceu.

Informações: Nael Rosa - Jornal A 1ª Folha

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