O voto distrital não existe legalmente no Brasil, mas boa parte do eleitorado se comporta como se assim fosse, escolhendo candidatos fortemente ligados a seu município ou região. Por isso, em época pré-eleitoral, encontrar nomes fortes para preencher o quebra-cabeças territorial e garantir votos se torna uma das grandes preocupações dos partidos.
Em 2006, como nas duas eleições anteriores, os eleitores de Canguçu, na zona sul do Estado, votaram em peso no médico Pedro Pereira para deputado estadual. Pereira fez 53% dos votos na cidade e não precisou ir longe para buscar os que faltaram para se eleger pelo PSDB. Arrecadou 97% dos seus 28.733 votos em cinco municípios vizinhos, a 70 quilômetros de casa. Mesmo sem um único voto em 401 dos 496 municípios, tornou-se deputado.
Pereira é um caso extremo no parlamento gaúcho, mas não uma exceção de um fenômeno crescente: a centralização do eleitorado. O fator é mais um complicador para os partidos políticos às voltas com a formação das listas de candidatos para outubro. Quase metade da Assembleia e um quarto da bancada na Câmara vieram de uma espécie de voto distrital disfarçado de proporcional.
Dos atuais 55 deputados estaduais, sete somaram votos suficientes para se eleger em um único município, e outros seis devem seu mandato à votação obtida em até cinco cidades. Entre os 31 deputados federais, cinco garantiram mandatos em até cinco municípios. Além destes, outros 13 estaduais e quatro federais concentraram mais de 60% de seus votos em até cinco cidades.
O fenômeno não é exclusividade do Rio Grande do Sul, e é até mais característico em outros Estados, diz o cientista político André Marenco. Também não é novidade, acrescenta o desembargador Alfredo Englert, ex-corregedor eleitoral e ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE):
– Lembro de Rubem Scheid e Algir Lorenzon (deputados nos 1960 e 1970), que sempre garantiam suas reeleições com forte votação nas regiões de Três Passos e Cruz Alta.
Informações: Zero Hora
3 comentários:
Isso pro deputado foi em 2006 visto que foi candidato em todas as eleições anteriores. Apostamos nele independente de partidos. Mas este ano vai ser diferente face a sua atuação. Deixou muito a desejar. Nós tinhamos esperança em seu trabalho baseados naquilo que ele falava e criticava. Mas ficou só no papo. Perde ao natural de 20 a 30% dos seus votos aqui, o que pode sofrer alteração pra mais face a outra candidata que teremos.
A conduta do deputado frente aos escândalos de corrupção evidentes em seu partido o deixou vulnerável a críticas e também a duvidas sobre sua hombridade que foi afetada. Não acredito na palavra desse deputado. ele se mostrou incapaz de representar nossa cidade e nos envergonhou virando motivo de chacota na assembléia.... 10000 vezes marisa do que ele.... mas acredito que os 2 vão dar com os "burros n'água"....
infelizmente...
Pedro Pereira ou ' a outra candidada', so esperar mais do mesmo, como dizia o poeta.
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