25 de maio de 2010

Piratini: Polícia resgata mulher agredida pelo marido

Marido não aceitava o fim da relação de 14 anos e impedia a mulher de deixar o lar com os três filhos

Foi necessária a intervenção da Polícia Civil, com apoio da Brigada Militar, para acabar com as constantes surras e ameaças sofridas pela agricultora R.B.O., 28 anos, moradora do assentamento 8 de Maio, no 5º distrito de Piratini.

A mãe da mulher agredida procurou a Delegacia de Polícia (DP) para pedir ajuda aos policiais na última semana, após ter recebido um telefonema da filha que falava sobre as ameaças do marido G.W.O., 37 anos. O agricultor não aceitara o fim da relação de 14 anos e impedia a mulher de deixar o lar com os três filhos do casal, de dois, seis e 12 anos, mantendo a esposa por diversas vezes sob a mira de um revólver.

Os policiais conseguiram junto ao Juiz da Comarca local, Roger Xavier Leal, a autorização para retirar a mulher e seus filhos da residência em segurança. O marido não foi encontrado no momento da diligência e, em contato com a Assistência Social do município, a DP encaminhou a família para a Casa de Passagem, onde pernoitaram, retornando no dia seguinte ao assentamento para que pudessem organizar seus pertences e voltar para a cidade natal, Pinhal Grande.

Já na estrada, a reportagem do Jornal A 1ª Folha conversou com a vítima por telefone. Após receber a garantia da preservação dos nomes, falou sobre os maus tratos. R.B.O. disse que as surras eram constantes, que seu companheiro é alcoólatra e por diversas vezes a agrediu na frente dos filhos. ”As ameaças e surras eram freqüentes, ele sempre prometia que mudaria, eu dava uma nova chance, mas ele bebia novamente e me surrava na frente das crianças”, revelou a agricultora, informando ainda que desde os 14 anos ajudava o marido na roça. “Vou recomeçar uma nova vida em minha cidade. Cansei de apanhar, não quero mais isso pra mim”, garantiu.

Ainda em contato com a reportagem, informou que a última surra dada pelo marido aconteceu há mais de uma semana, e necessitou da intervenção da filha mais velha do casal, de 12 anos, que presenciava as agressões. O marido até o momento não foi localizado, e a Polícia investigará o caso mediante Inquérito Policial.

Informações: Nael Rosa - Jornal A 1ª Folha

1 comentários:

Anônimo disse...

falta alega que e doente,alcolatra,provalecido,porque nao bate em homem, um sem vergonha desses tem que pega e prisao perpetua,