
Reportagem destaca os problemas enfrentados nas agências do Sistema Nacional de Emprego de Piratini e Canguçu
O serviço de emissão de carteiras de trabalho em Piratini só não é caótica devido a iniciativa da agente administrativa Cátia Pereira Munhoz, que viaja semanalmente até Pelotas para acelerar a entrega, na tentativa de reduzir o tempo de espera para quem solicita o documento. De posse dos cadastros cuja produção é de sua responsabilidade, Cátia utiliza a estrutura da sede do Ministério do Trabalho para confeccionar pessoalmente as carteiras.
Segundo a agente, o caos na emissão de carteiras teve início ainda em 2009, quando o órgão trabalhista mudou o programa que permite que os municípios estejam interligados e possam fazer as solicitações, posteriormente recebidas em Piratini via correio. ”Como o sistema está demasiadamente lento, essa é a saída. Isto (sua interferência para acelerar o serviço) ameniza de forma considerável a situação”, diz.
Cátia cita como exemplo da morosidade a cidade de Canguçu, onde as carteiras de trabalho solicitadas nos meses de novembro e dezembro não haviam sido entregues até o final de março. A situação foi enfrentada por Carlos Eduardo Oliveira Leal, 24 anos, que viu o prazo dado pela empresa que está reformando a RS-702 quase se esgotar. ”Minha antiga carteira já estava toda preenchida e eu precisei de uma nova, quase não consegui o emprego”, contou o rapaz. Contudo, somente no mês de janeiro foram entregues 150 carteiras na Primeira Capital Farroupilha.
Vanderci Lemos Souza, um dos responsáveis pelos cadastros em Canguçu, confirma que até para se obter contato pelo telefone 3229-2111, setor responsável em Pelotas, é algo estressante. ”A ligação cai sempre na portaria, não permitindo chegar ao setor de informações onde existem três funcionários concursados para este fim, o que inviabiliza saber, até mesmo, se há uma previsão de normalização do sistema”, reclama.
Foto e informações: Nael Rosa – Jornal A 1ª Folha
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