27 de maio de 2010

Árvore de 40 anos provoca danos e preocupa moradores em Piratini


Morador garante que espécie nativa já atingiu 25 metros de comprimento, passando por debaixo da estrutura de sua casa e provocando rachaduras nas paredes

Imponente, protegida e motivo de muitos transtornos e riscos para os moradores da Rua Luis de Oliveira Lessa. As espécies Figueira Mata a Pau e Corticeira são protegidas pelas leis ambientais no Rio Grande do Sul, e há 40 anos existente no local causa temos nos moradores.

Atualmente, as pontas dos galhos mais longos já alcançam a rede de alta tensão e, em dias de ventos fortes e temporais, o casal Melquíades e Delma Dias, afirmam que o medo vai além dos danos materiais. A dupla desliga todos os aparelhos elétricos e eletrônicos das tomadas para evitar uma perda ainda maior. Já para Nadir Gonçalves e sua filha Josiane, os prejuízos estão em números. Em 2002, a bióloga Josiane conta que a família pagou cerca de R$ 500 à Fepan e ao Ibama para que a espécie protegida passasse pelo processo de transplante. ”Ela passaria a ser parte da paisagem do Balneário Municipal, mas acabou não acontecendo e hoje todos os papéis envolvendo o processo perderam a validade”, conta decepcionada.

Com sua casa localizada próxima da polêmica árvore, Nadir garante que as raízes já atingiram 25 metros de comprimento, passando por debaixo da estrutura de sua casa, o que provocou rachaduras nas paredes e danos na calçada. Em sessão na Câmara de Vereadores, a espécie voltou a ser motivo de debate através do vereador Adão Silveira (PMDB). A Secretaria de Meio Ambiente reconhece que o problema é complexo, mas garantiu realizar em breve uma poda que irá reduzir o peso total da “Mata a Pau”, tentando reduzir ou evitar possíveis danos aos moradores.

Foto e informações: Nael Rosa - Jornal A 1ª Folha

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