Criminosos invadiram residências no último dia 13 para roubar o dinheiro arrecadado na festa da comunidade religiosa
A rotina de vida de Ariano Aires mudou radicalmente depois do dia 13 deste mês. Naquela data, a casa do presidente da Comunidade Católica Nossa Senhora Aparecida, localizada na Trapeira, 4º Distrito, foi invadida por criminosos que procuravam o dinheiro arrecadado na festa religiosa realizada dois dias antes.
Da sua residência foi roubado cerca de R$ 20 mil, entre pertences da vítima, prêmios da festa e dinheiro vivo. Cerca de R$ 15 mil pertenciam á comunidade, R$ 5 mil ao proprietário da casa (referente ao benefício do Pronaf), uma furadeira e um capacete que seriam entregues aos contemplados no dia seguinte. A situação ficou marcada na vida de Ariano e da esposa Maria. “Não como e não durmo direito. Depois que caiu a ficha do que aconteceu, até quando toca o celular eu sinto um certo medo. Nos envolvemos e nos empolgamos tanto com a festa, e tudo o que adquirimos sumiu”, desabafa Ariano. “Tenho medo de que eles (os criminosos) voltem aqui em casa”, diz dona Maria, assustada e quase sem falar durante a conversa com o site Canguçu On Line.

Bandidos renderam a esposa do presidente Ariano Aires e roubaram cerca de R$ 20 mil da residência
A indignação contra o serviço da Brigada Militar
Na quarta-feira, dia 21, Ariano veio até a cidade para procurar atendimento psicológico no ambulatório do Sindicato Rural e no Posto de Saúde. Diretamente ligado à trabalhos comunitários (faz parte da diretoria da paróquia da Igreja Matriz e é presidente do Cemitério dos Porto), ele faz questão de destacar a indignação com o serviço da Brigada Militar:
“Minha sobrinha ligou para o 190 às 5h55 naquele dia e 10 minutos depois retornaram a ligação avisando que estavam indo pra lá (atender a ocorrência na Trapeira). Enquanto isso, levei o Renildo (seu irmão, que foi agredido pelo bando) pra cidade pra receber atendimento e por volta das 8h fomos na Brigada Militar pedir ajuda. Alguns policiais que nos atenderam disseram que nosso caso não poderia ser atendido por eles, e sim pela Polícia Civil. Mas a Polícia Civil só inicia atendimento às 9h e enquanto isso os bandidos iam ficar soltos lá fora. Alertamos que eles (os criminosos) iam procurar minha casa para tentar achar o dinheiro da festa, e até hoje a Brigada Militar não nos prestou atendimento”, conta Ariano.
E a previsão dos irmãos Ariano e Renildo se confirmou logo em seguida.
Relembre o caso:
Depois de invadir residências e manter reféns, bando vasculha a casa do presidente Ariano Aires
1 comentários:
A ausência da brigada de novo... Que vergonha para os Canguçuenses.
Por que realmente a brigada não deu apoio a essas familias?
Será que o deputado já sabe disso? Espero que tenha ido visitar as famílias porque ele foi lá pedir votos.
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