
Delegado Clemir Vieira, titular do 1º DP de Ponta Porã
O delegado Clemir Vieira Júnior, titular do 1º Distrito Policial de Ponta Porã, que preside o inquérito que apura o assassinato da professora e artista plástica Gicela Maria Van Gyssel Müller Brusamarelo, disse ontem que ainda esta semana vai tomar novos depoimentos de pessoas que tinham ligação com a vítima – tanto profissional (colegas de trabalho) quanto particular.
Disse também que pretender ouvir novamente o marido da professora, o engenheiro agrônomo Elói Brusamarelo, apontado como mandante do crime pelo assaltante Paulo Ramos Corrêa, 22, que teve a prisão decretada pela Justiça e depois revogada pelo Tribunal de Justiça do Estado através de hábeas corpus impetrado pelos advogados de defesa.
Pelas provas que colheu até o momento, o delegado diz não ter dúvida quanto à autoria do crime e nem em relação ao envolvimento de Elói Brusamarelo. “Temos novas evidências que precisamos confrontar e também outras informações que precisam ser esclarecidas pelo acusado”, explica o delegado do 1º DP.
Através das investigações que continuam sendo feitas pelo SIG (Serviço de Investigações Gerais), a polícia descobriu que há mais envolvidos no crime e que provavelmente estas pessoas estejam em Pedro Juan Caballero. “Como eu disse, as investigações não vão parar, tanto que estamos fazendo o cruzamento de ligações telefônicas, que servirão como provas”, advertiu.
O delegado avisou que todas as ligações que foram feitas para o telefone da vítima no dia do assassinato estão sob investigação. Outro fato que também deverá contribuir para um avanço nas investigações é a conclusão da perícia nas impressões digitais colhidas na tampa do porta malas do veículo da professora.
As análises estão sendo feitas em Campo Grande e o resultado deve sair esta semana. Clemir Vieira disse também que várias pessoas têm se prontificado a ajudar na elucidação completa do caso. “Para nós, todos os depoimentos e declarações que conseguirmos será de uma grande valia, justamente porque com bases nessas informações poderemos encerrar as investigações e apontar todos os culpados”, destacou o delegado.
Com base nas declarações do latrocida Paulo Corrêa, réu confesso, que já está preso, dando detalhes sobre a seqüência de atos que culminaram com o assassinato, o delegado entende que ele não agiu sozinho. “Temos alguns nomes, continuamos trabalhando no caso e é possível que até o fim desta semana haja novidades”, afirmou Clemir.
Sabotagem?
Clemir Vieira Junior não quis comentar a interferência de ex-policiais civis no caso. “Eu não vou polemizar, eles [policiais civis aposentados] têm que se explicar é para o juiz”, afirmou o delegado. Na semana passada o papiloscopista aposentado Sebastião Cunha adentrou o presídio masculino para uma ‘conversa’ com o pai do assaltante Paulo Corrêa.
O diretor do presídio não quis falar com a imprensa, alegando que a entrada do policial aposentado foi autorizada pelo diretor de Operações da Agepen (Agência Penitenciária de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto Ojeda. Desde que estourou o escândalo em Ponta Porã, Ojeda não é encontrado pelo telefone celular e nem atende a reportagem na Agepen.
Na Polícia Civil, a interferência de ex-policiais nas investigações é crime passível de punição. Quanto às alegações de Cunha de que os investigadores que estão no caso não têm preparo, os próprios integrantes do SIG rebateram: “Somos preparados para investigar e o caso está esclarecido”.
Foto e informações: Mercosul News
1 comentários:
o marido é o assassino nao tm duvida agora vao quere inocenta um bandido que so queria a herança esse mundo ta perdido
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