Vando, como é conhecido, encontra barreiras desde o momento em que sai pela porta de sua casa
Ir até um consultório médico, até uma loja experimentar roupa ou entrar em um supermercado e conferir o que há nas prateleiras é uma barreira quase insuperável para Ariovando Rutz Behling, de 32 anos. Usuário de cadeira de rodas desde 1997, devido a uma lesão na medula provocada por um acidente automobilístico, ele encontra dificuldades para se deslocar da Rua Tenente Edgar Verli, no bairro Izabel, onde mora, até o centro da cidade.
Como portador de deficiência física, Vando representa um grupo de pessoas que enfrenta problemas desde o primeiro momento em que sai de casa. A falta de padronização na altura das calçadas nas principais ruas do centro (General Osório, Júlio de Castilhos e General Câmara) é uma das principais reivindicações. Cada vez que vai ao centro, por exemplo, ele desembolsa em torno de R$ 14 pela viagem de ida e volta, além de contar com a boa vontade do taxista em ajudá-lo a sair do carro e a entrar no local de destino. “Há muitos anos não vou a uma loja experimentar roupa, pois quase sempre o degrau de acesso ao estabelecimento é muito alto para eu poder subir com a cadeira de rodas. Além disso, o provador quase sempre é muito estreito, e a cadeira não cabe no espaço. Então, acabo mandando encomendar a peça por um tamanho definido”, diz Vando.
Em abril, Vando procurou os vereadores Arion Braga e Wendel Vilela e apresentou a relação de uma série de pontos que poderiam receber melhorias e adaptações para receber o trânsito de deficientes físicos. O requerimento chegou na Câmara de Vereadores, e em junho teve início a instalação de rampas em diversos pontos da região comercial.
O que poderia melhorar:
Vando indicou dois pontos que poderiam receber melhorias para possibilitar o trânsito de portadores de deficiência física. Veja:
Ir até um consultório médico, até uma loja experimentar roupa ou entrar em um supermercado e conferir o que há nas prateleiras é uma barreira quase insuperável para Ariovando Rutz Behling, de 32 anos. Usuário de cadeira de rodas desde 1997, devido a uma lesão na medula provocada por um acidente automobilístico, ele encontra dificuldades para se deslocar da Rua Tenente Edgar Verli, no bairro Izabel, onde mora, até o centro da cidade.
Como portador de deficiência física, Vando representa um grupo de pessoas que enfrenta problemas desde o primeiro momento em que sai de casa. A falta de padronização na altura das calçadas nas principais ruas do centro (General Osório, Júlio de Castilhos e General Câmara) é uma das principais reivindicações. Cada vez que vai ao centro, por exemplo, ele desembolsa em torno de R$ 14 pela viagem de ida e volta, além de contar com a boa vontade do taxista em ajudá-lo a sair do carro e a entrar no local de destino. “Há muitos anos não vou a uma loja experimentar roupa, pois quase sempre o degrau de acesso ao estabelecimento é muito alto para eu poder subir com a cadeira de rodas. Além disso, o provador quase sempre é muito estreito, e a cadeira não cabe no espaço. Então, acabo mandando encomendar a peça por um tamanho definido”, diz Vando.
Em abril, Vando procurou os vereadores Arion Braga e Wendel Vilela e apresentou a relação de uma série de pontos que poderiam receber melhorias e adaptações para receber o trânsito de deficientes físicos. O requerimento chegou na Câmara de Vereadores, e em junho teve início a instalação de rampas em diversos pontos da região comercial.
O que poderia melhorar:
Vando indicou dois pontos que poderiam receber melhorias para possibilitar o trânsito de portadores de deficiência física. Veja:
Em uma esquina da Rua General Osório, a inclinação do calçamento e a inexistência de uma rampa de acesso à calçada são o problema
Dificuldade semelhante encontrada na quadra do Posto de Saúde da Rua Júlio de Castilhos: não há rampa em frente à porta de entrada do prédio, apenas em uma das esquinas. O problema surge quando o usuário de cadeira de rodas desce do carro na esquina adaptada e se depara com calçadas com alturas variadas e repletas de degraus
Sentado em sua cadeira de rodas, em casa, Vando conversou com o site por mais de uma hora, tempo suficiente para revelar sonhos e planos futuros. “Pretendia terminar o segundo grau e fazer um concurso público para ter uma vida mais ativa”, revela. O que para muitos não passa de um desejo comum e de fácil conclusão, ganha caráter de grande desafio para Vando, já que as escolas do Município ainda não estão adaptadas para receber portadores de deficiência física em suas salas de aula. “Não tenho certeza disso, mas o Estadual (Escola João de Deus Nunes), que é a escola mais próxima da minha casa, não dispõe de adaptação para pessoas que se encontram na minha condição”, lamenta.
Quem transita pelas ruas General Osório, Júlio de Castilhos, e General Câmara pode notar a instalação de rampas em diversas esquinas. A reformulação é um sinal de que o Poder Público começa a voltar sua atenção para quem enfrenta barreiras que vão além da limitação física. Os bancos financeiros, como Caixa Econômica Federal, Santander e Bradesco, por exemplo, apresentam opção de acesso para pessoas que se encontram na mesma condição de Vando. O maior problema fica por conta dos demais estabelecimentos comerciais – que são a grande maioria. “É apenas um pedido, mas acho que a rede de comércio poderia se adequar melhor. Parece que não há uma lei que exija isso, então depende da intenção dos comerciantes”, analisa.
Uma frase que diz muita coisa
“Imagine que a cadeira é algo que você tem de vestir, que tem de ser ajustado como uma roupa. Assim como não dá para usar uma calça que cai, não é possível usar uma cadeira em que você escorregue”. A frase que você acaba de ler é de autoria de uma especialista no assunto, natural do estado de São Paulo, mas serve de “toque” para muitos de nós.
Sentado em sua cadeira de rodas, em casa, Vando conversou com o site por mais de uma hora, tempo suficiente para revelar sonhos e planos futuros. “Pretendia terminar o segundo grau e fazer um concurso público para ter uma vida mais ativa”, revela. O que para muitos não passa de um desejo comum e de fácil conclusão, ganha caráter de grande desafio para Vando, já que as escolas do Município ainda não estão adaptadas para receber portadores de deficiência física em suas salas de aula. “Não tenho certeza disso, mas o Estadual (Escola João de Deus Nunes), que é a escola mais próxima da minha casa, não dispõe de adaptação para pessoas que se encontram na minha condição”, lamenta.
Quem transita pelas ruas General Osório, Júlio de Castilhos, e General Câmara pode notar a instalação de rampas em diversas esquinas. A reformulação é um sinal de que o Poder Público começa a voltar sua atenção para quem enfrenta barreiras que vão além da limitação física. Os bancos financeiros, como Caixa Econômica Federal, Santander e Bradesco, por exemplo, apresentam opção de acesso para pessoas que se encontram na mesma condição de Vando. O maior problema fica por conta dos demais estabelecimentos comerciais – que são a grande maioria. “É apenas um pedido, mas acho que a rede de comércio poderia se adequar melhor. Parece que não há uma lei que exija isso, então depende da intenção dos comerciantes”, analisa.
Uma frase que diz muita coisa
“Imagine que a cadeira é algo que você tem de vestir, que tem de ser ajustado como uma roupa. Assim como não dá para usar uma calça que cai, não é possível usar uma cadeira em que você escorregue”. A frase que você acaba de ler é de autoria de uma especialista no assunto, natural do estado de São Paulo, mas serve de “toque” para muitos de nós.



8 comentários:
Parabéns pela reportagem Diego!!!!
Acessibilidade o municipio de Canguçu está bastante distante....a realidade complica...
Diego mostrar casos de pessoas que são anômimas que enfrentam este problema é o começo para mudança, não podemos deter-se em uma fatalidade apenas de uma "pessoa" nossso municipio...na cidade e no interior temos cadeirantes e que enfrentam dificuldades no dia-a-dia e não encontram apoio....
Esse é o caminho Diego.....
Na escola João de Deus Nunes ja há rampas de acesso para cadeirantes, podem conferir.
A escola João de Deus Nunes já possui rampas de acesso para cadeirentes, podem conferir.
Parabéns pela matéria Diego, perfeita! É nossa parte também mostrar o que precisa mudar ou melhorar em nossa cidade, além de levar informação.
abraço
Parabéns Diego pela matéria!
Embora tenham sido mostradas as dificuldades de uma só “pessoa” existem muitas pessoas nessa mesma situação, que não é nem um pouco fácil.
E nossa cidade esta se adequando sim com a ajuda de algumas pessoas, citadas na matéria.
E na escola João de Deus Nunes, não tive condições de olhar, mas posso afirmar que, ao ir em direção ao centro da cidade, a calçada a esquerda não possui rampa, como subir naquele local?
E o importante e se deter à questão de rampas em todas as direções, não só num local.
Espero que a iniciativa do site canguçu on line de publicar essa matéria possa ser de ajuda para todas as pessoas que possuem deficiência física, não espero que a matéria seja vista como uma matéria individualista.
Vando
Parabéns Diego pela Matéria !
Meu amigo Vando, tu és um Guerreiro...e atitudes como essa é que fazem as coisas acontecer...poderias muito bem ficar no teu canto, como a maioria, passado dificuldades calado...mas sempre estás disposto a lutar por melhorias na qualidade de vida...eu t conheço e sei da tua Garra...é isso aí amigo...se quisermos que as coisas aconteçam, temos que lutar sempre..apesar das dificuldades que a vida nos impõe...
Parabéns Diego pela Matéria !
Meu amigo Vando, tu és um Guerreiro...e atitudes como essa é que fazem as coisas acontecer...poderias muito bem ficar no teu canto, como a maioria, passado dificuldades calado...mas sempre estás disposto a lutar por melhorias na qualidade de vida...eu t conheço e sei da tua Garra...é isso aí amigo...se quisermos que as coisas aconteçam, temos que lutar sempre..apesar das dificuldades que a vida nos impõe...
parabens,pela reportagem, pois não é só para cdeirantes que nosso municipio não esta preparado, existe varios portadores de deficiencia não tem condições de vir a tendimento na cidade levando uma vida sedentaria sem auxlio algum. pois diz que houve um senso promovido pelo conselho dos portadores de deficiencia que ate agora não se viu resultado algum nem do senso e nenhuma atitude do conselho. onde esta o resultado? qual atitude do conselho perante as dificuldades dosa portadores de deficiencia? sugiro Diego que procure a presidente do conselho para ver como anda o resultado do senso. pois se existe o conselho que trabalhe em prol de quem prescisa
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