Hoje é o dia nacional de combate a uma chaga que assola o Brasil e tem gerado escândalos nos últimos anos: o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.
Na tentativa de reduzir o avanço deste crime, o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT/RS) vai lançar, às 15h, a campanha “Criança não é mercadoria”, que será veiculada em rádio, TV, jornal, outdoor, além da distribuição de 5 mil fôlderes em escolas, conselhos tutelares e instituições públicas. O lançamento ocorre no auditório da entidade. A campanha vai durar quatro anos e terá o custo de R$ 4 milhões – recurso proveniente de acordo judicial com uma empresa. Em 2010, a previsão é de que se divulgue o combate ao trabalho infantil doméstico.
A motivação do MPT veio com base em estatísticas recentes. Em 2008, quase 2 mil denúncias foram recebidas pelo Disque 100 (nacional) e outras 20 mil denúncias chegaram, desde 2001, pela internet. Qualquer tentativa de aumentar o número de denúncias esbarra em um outro problema: como saber se uma criança está sendo explorada? No caso de informações erradas, a tentativa de ajudar pode gerar constrangimentos graves para quem se viu envolvido, inocentemente, na história.
Segundo Andrei Luiz Vivan, da Delegacia de Polícia para a Criança e o Adolescente Vítima, muitas informações são infundadas e resultado de outras motivações, como vingança familiar. A Polícia Civil também está com uma campanha. A ideia é fazer palestras no Estado para esclarecer dúvidas sobre o assunto, inclusive, sobre como perceber a exploração sexual de menores. A exploração ocorre quando alguém tira proveito comercial da criança. Já o abuso é no caso em que há um ato libidinoso, como estupro, e muitas vezes é promovido por parentes da criança.
Fonte: jornal Zero Hora
Fonte: jornal Zero Hora
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